Eficiência energética tem seus custos, ao mesmo tempo em que economiza dinheiro

Reino Unido – O ano de 2011 será o ano da austeridade, de acordo com especialistas. Os governos – pelo menos no ocidente – estão desesperados para economizar dinheiro e por isso estão fazendo cortes onde podem. Provavelmente, planos grandiosos de investimento em energia renovável ficarão na espera, pelo menos por enquanto, ainda que os governos estejam conscientes da necessidade de alcançar suas metas de redução de emissões de dióxido de carbono. Optar por medidas de economia de energia é, por isso, uma alternativa perfeita para os governos empobrecidos, assim como para as companhias e os consumidores. Além disso, a eficiência energética tem tudo a ver com economia financeira, e é mais sustentável.

A eficiência energética já atraiu um volume substancial das verbas de estímulo verde, parte do pacote global de estímulos. O HSBC estimou, no ano passado, que o pacote de estímulos verde some 521 bilhões de dólares, para serem gastos durante o período de cinco anos. Até outubro deste ano, 194 bilhões de dólares deste pacote foram aplicados (mais da metade na China) – a maior parte em projetos de eficiência energética, incluindo otimização da rede elétrica nacional, eficiência nas construções, isolamento e iluminação.

Em 2011, os gastos com estímulo verde foram estimados pelo HSBC em uma quantia de 140 bilhões a 160 bilhões de dólares, com a eficiência energética, mais uma vez, representando a maior parcela. Com a ampla categoria de eficiência energética, há muitas subcategorias oferecendo oportunidades substanciais de crescimento. Uma delas é “smart grid”, a modernização das antigas redes elétricas para torná-las mais eficientes energeticamente e flexíveis. As oportunidades se abrem para as companhias, desde as que fabricam o hardware de modernização da rede até as que produzem o software utilizado pelas distribuidoras, passando pelas que instalam os medidores inteligentes nas casas.

Fonte: Guardian – 10.12.2010

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